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CONTRA PONTO



Por_Darcy Dantas Dias atrás pela manhã liguei a TV e por coincidência deparei-me com o casamento real. Tudo impecável, lindo, rico. A felicidade” transitava ”por entre os convidados, assim como a elegância de seus chapéus. Reconheço a tradição da realeza. Tudo ali fazia parte da história. Enfim, casava um príncipe. Esses acontecimentos vem dos mais […]

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Por_Darcy Dantas

Dias atrás pela manhã liguei a TV e por coincidência
deparei-me com o casamento real. Tudo impecável, lindo,
rico. A felicidade” transitava ”por entre os convidados,
assim como a elegância de seus chapéus. Reconheço a
tradição da realeza. Tudo ali fazia parte da história. Enfim,
casava um príncipe. Esses acontecimentos vem dos mais
remotos tempos. É tradição essa pompa, essa forma de
deixar os olhos de seus súditos brilhando de
encantamento e felicidade.
Os ilustres convidados caminhavam para o egrégio
evento enquanto os súditos contentavam-se em gritar e
acenar bandeiras. Enfim tudo de acordo com o que
manda o ritual, as pompas e porque não, as
circunstâncias.
Parei diante da TV por alguns minutos acompanhando o
casamento real.
Nesse momento meu celular deu sinal de mensagem .
Deixei o casamento que aliás já me cansava. Apenas mais
um rico e prosaico acontecimento real.
Abro o fone e uma mensagem falada, que um amigo
enviou-me, chamou minha atenção. Era o desabafo de
um jovem senhor a contar o que vira há uns dias atrás
em que fora jogar futebol na “naufragada” Venezuela.
Foi ai que cai na realidade cruel onde a maioria das
pessoas deste planeta tão pequenino entre os outros mas
com seres tão diferenciados, onde um “ditador” “joga “

com a amargura de seus conterrâneos. Com a voz ora ou
outra embargada dizia várias vezes o narrador ….Não é
possível tanta tristeza que presenciava. Os motoristas
locais que os levariam do aeroporto para o hotel lhes
disseram que ali tudo era triste, e que tinham fome.
Precavida , a comissão levou alimentos deste País, rico
em falcatruas, mas onde o alimento ainda não é o
problema…não para todos.
Dizia o narrador que ao sentarem à mesa para o almoço,
teve a sensação que os funcionários olhavam espantados
em meio a alimentação servida .
A pobreza de nossos vizinhos e irmãos é muita. A fome
toma conta de suas vidas, onde o salário mínimo, é de
um dólar.
Os atletas em um ato caridoso, reuniram-se e uma boa
quantia foi arrecada entre eles fazendo a felicidade
mesmo que por tempo determinado dos senhores e
senhoras que trabalham naquele hotel. Mais ou menos
60 mil dólares, assim foi que ouvi.
Emocionada com tanto desrespeito a seus filhos, orei por
eles, e por uma Venezuela extremamente decadente , em
ruinas, onde o povo nem o que comer tem.
Não é somente lá. O mundo está carregado de
Venezuelas, inclusive se não abrirmos os olhos logo os
guardiões de nossos impostos terão nos levado a ruina
que já teve início. Falta remédio, falta Educação, falta
enfim caráter reto, e mais amor ao outro.

Não queremos nos vestir de ouro como em casamentos
reais. Desejamos um mundo mais igualitário, onde as
pompas e circunstâncias não sejam a máxima de
todos…Impossível. Sim o amor ao próximo.
Desliguei a TV, fechei o celular , ergui as mãos aos céus
pedindo a Deus socorro. Menos privilégios a poucos e
mais justiça e alegria a muitos.

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