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Colapso Brasileiro

Colapso Brasileiro

Gabriel Guidotti *
Dilma Rousseff deve estar com o sono atribulado, repleto de pesadelos. E seu inferno na terra está apenas começando, ao que tudo indica. A base do governo já não constitui uma unidade. Membros dos próprios partidos da coalizão hoje fazem oposição à presidente. Na economia, a situação é grave. Não há previsão, por mais animadora que seja, que indique crescimento neste ano ou no próximo. Fala-se, aliás, em porcentagem negativa. Se não bastasse, a corrupção permanece desestimulando a crença do brasileiro em seu próprio país.
Os sintomas generalizados da insatisfação puderam ser sentidos na última pesquisa Datafolha, da Folha de São Paulo. O levantamento indicou que a avaliação “ótima/boa” do governo de Dilma caiu de 42% em dezembro, para 23% agora. Paralelamente, a opinião dos que consideram a gestão “ruim e péssima” subiu de 24% em dezembro para 44%. O resultado é o pior já registrado de um presidente desde 1999, quando Fernando Henrique Cardoso angariou 46% de negação.
Os números da pesquisa nada mais refletem que o atual momento do país, onde a crise está instaurada em diversos núcleos. A inflação assombra o contribuinte. Não apenas São Paulo, mas outros estados alertam para a possibilidade de racionamento de água. Com isso, o sistema energético aumenta suas tarifas e especula o prolongamento do horário de verão para março, visando conter despesas. Mas o pior ainda está por vir. Resta descobrir quem são os políticos envolvidos com a corrupção na Petrobras.
A Petrobras, aliás, está sem graça. E sem Graça. Isso sem contar a desgraça que acontece com nossa maior empresa. Embora defendida por Dilma inúmeras vezes, Graça, a Foster, foi para a forca. No lugar, em vez da presidente indicar um profissional da área, como o mercado esperava, ela nomeou Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, cujo currículo na temática petrolífera é nulo. Em suma, um fantoche para acatar ordens.
Ceifar o problema quando ele já deu raízes de nada serve. À Dilma parece faltar convicção na escolha das equipes. Pelo visto, o segundo mandato da petista será de salvadores da pátria, isto é, aqueles que vão tentar amenizar as barbeiragens do primeiro. A crise, assim, parece estar longe de um final. Infelizmente, a incompetência de nossos administradores vitima o povo, cada vez menos confiante na república brasileira. Afinal, todo esse sofrimento tem algo a nos ensinar ou nos levará a ruína?
* Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo

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