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Carta Aberta ao amigo José Roberto dos Santos

Meu caro Zé.

Meu caro Zé.

De repente, sem se despedir, você não voltou mais à Delegacia da Receita Federal de Araraquara, deixando seus amigos tristes e saudosos. São-paulino fanático que era, nem quis ficar para, após 11 jogos, comemorar a vitória do seu time sobre o Corinthians, e ver o Rogério Ceni marcar o seu centésimo gol justamente contra o meu time, consolidando a condição de maior goleiro artilheiro do mundo. Não gostei Zé! Ele poderia ter escolhido outro time como, por exemplo, o Linense, que estava na zona de rebaixamento. O Ceni aproveitou o Estádio cheio de corintianos para fazer graça.

Todos os dias à tarde, exatamente como você pedia, ligo o som e fico ouvindo as lindas músicas dos anos 60/70, interpretadas por The Beatles, The Rollings Stones, Pholhas e outros. Continuo ouvindo sem cansar Stand By Me, Imagine, Yesterday, Let It Be e Something, músicas que você pedia para repetir. Está chato ouvi-las sem você que fazia comentários especiais sobre os intérpretes e detalhes das poesias, pois era muito culto. Penso que você deve estar curtindo, ao vivo, o John Lennon, George harrison, Elvis Presley e outros imortais, de quem era fã.

Na política, como diz o poeta Chico Buarque na música “Meu caro amigo”, a coisa ta preta. Gostaria que tivesse ficado para ver o que a Dilma Rousseff, para quem você torceu na eleição, está aprontando. De cara ela fez um corte de R$ 50 bilhões no orçamento e proibiu a contratação de mais servidores, tudo para cortar despesas e sobrar grana para pagar juros da enorme dívida deixada pelo Lula. O “peão” que virou Presidente deixou R$ 2.241.465.305.902,35 (2 trilhões, 241 bilhões, 465 milhões, 305 mil, 902 reais e 35 centavos) de dívida pública interna. Você foi embora e se safou dessa fria que é pagar as dividas e encargos que os picaretas fazem. Estamos sem reposição salarial desde 2008 e se aprovada a PEC 549/2006, preparada no ex-governo Lula, vamos ficar 10 anos sem reajuste. É injusto, cara! Sem reajuste de salário e tendo que pagar juros da dívida interna.

Para alegria dos banqueiros e especuladores, José, a Dilma aumentou os juros para créditos pessoais, acabando com a festa de se comprar carro em até 120 meses a juros baratos. Passadas as eleições o tal do PAC, que a gente denominava “Programa de Aceleração da Corrupção”, está dando zebra em todo Brasil. Neste ano de 2.011 o Brasil deverá pagar algo em torno de R$ 200 bilhões de juros e encargos da dívida pública acima demonstrada, contra R$ 150 bilhões de gastos com pessoal e encargos sociais. E a Dilma ainda goza na nossa cara dizendo que se aumentar o nosso salário aumenta o déficit público. Pode Zé?! Temos que engolir isso?

Sua mesa continua vazia, Zé, e sobre ela uma pilha de processos. Não tem gente para colocar no lugar e a Dilma suspender os concursos públicos. Sugeri ao Fábio, que para nossa tristeza não é mais chefe, para embalar tudo e enviar para você colocar em dia. Você se mandou e não deixou enderêço, cara! Você fez o treinamento para implantar um programa que vai digitalizar todos os documentos aqui na Delegacia da Receita Federal, eliminando papéis, para alegria das árvores. Acontece que fez o curso e se mandou. Se não fosse o João cara, Zé, estaríamos fritos. Ele se virou nos trinta e está lhe substituindo muito bem. Garante que dentro de um ano não teremos mais papéis na Receita Federal do Brasil.

Tenho falado a muitos amigos que fiquei feliz quando, dias antes de partir, você apertou as minhas mãos e respondeu positivamente que aceitava Jesus Cristo como o seu caminho, verdade, vida e único salvador. Orei segurando as suas mãos, e neste momento tive a certeza da sua salvação rumo ao encontro com Jesus Cristo.

Obrigado, meu amigo, por ter permitido curtir a sua amizade e conhecer o seu coração de excelente esposo, filho e amigo de todos. Estamos com muitas saudades porque você era, com certeza, o tempero que faz falta no nosso Setor.

Walter Miranda

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