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Câncer de próstata

Câncer de próstata

Lourival Larini *
O câncer de próstata, uma glândula endócrina masculina, geralmente ocorre após os cinquenta anos de idade sendo motivado por fatores genéticos, dietéticos e pela atividade sexual do homem. O câncer de próstata é mais frequentemente descoberto através do exame físico ou toque digital ou pela monitoração com o exame de sangue pela avaliação dos níveis do PSA (sigla em inglês para significar antígeno específico prostático). Estes níveis são considerados normais até 2,5 ng/ml de sangue, na faixa etária de 40 a 49 anos; até 3,5 ng/ml de sangue, nos homens na faixa etária de 50 a 59 anos e até 4,5 ng/ml de sangue, nos homens acima de 60 anos de idade. No nosso meio, por precaução, os valores de normalidade são considerados abaixo de 2,5 ng/ml de sangue. O PSA é uma substância produzida pela próstata, estando presente no sangue. A sua elevação acima dos padrões de normalidade pode significar uma hiperplasia prostática benigna (HPB) ou, então, o câncer. Atualmente, existem opiniões de especialistas condenando a realização única do PSA sanguíneo para a avaliação da HPB e do câncer da próstata. Muitos especialistas são concordes que valores de PSA acima de 3,5 ng/ml de sangue requerem o toque retal, exames mais apurados e até mesmo a biopsia do local.
Esta introdução tem o objetivo de despertar o leitor sobre o assunto, para colocar que a frequência da atividade sexual do homem tem muito a ver com o câncer prostático. Com efeito, um estudo publicado no periódico Cancer Epidemiology, volume 29, em outubro recente, desenvolvido pelas pesquisadoras Andrea Spence, Marie-Claude Rousseau e Marie-Elise Parent, todas da Universidade de Quebec, no Canadá, indica que homens com mais de vinte parceiras sexuais durante sua vida ativa, apresentam menor risco de câncer da próstata quando comparados com aqueles que tiveram poucas parceiras na sua vida ativa, e o celibato, aquele que nunca teve relações sexuais, tem muito mais chances de enfrentar o câncer de próstata. Portanto, parece existir um efeito protetor na prevenção do câncer de próstata quando se tem uma vida sexual bastante ativa. As pesquisadoras ao analisarem os resultados da pesquisa ponderam que ter mais de vinte parceiras pode ser um indicativo de uma maior frequência da atividade sexual, já que os homens que estão casados há muito tempo com uma única parceira e que observam a fidelidade matrimonial tendem, com o tempo, a uma acomodação natural no seu ritmo sexual. Resumindo, com uma ou com várias parceiras, a saúde da próstata exige uma atividade sexual contínua. A maior atividade sexual do homem favorece o funcionamento fisiológico de sua próstata, permitindo a eliminação pelo sêmen de substâncias nocivas, ainda desconhecidas pela ciência, mas que podem prejudicar a saúde dessa glândula.
Por outro lado, a pesquisa mostra que a incidência de câncer de próstata é mais elevada nos homossexuais com diversos parceiros quando comparados com os heterossexuais. Para as pesquisadoras canadenses, o sexo anal pode provocar lesões na próstata, favorecendo o risco do aparecimento de um tumor. Portanto, a atividade sexual constante do homem com a mulher é necessária, pelo menos para a saúde da próstata. Finalizando, são alimentos indicados para uma próstata saudável, a cebola, o alho, a soja, o amendoim, as nozes e castanhas, o molho de tomate, o catchup, os queijos, o brócolis e o espinafre.
* Lourival Larini. Professor Universitário Aposentado – UNESP

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