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Cambridge pra lá de apimentada

Os políticos acabaram com o Brasil, mas não querem largar o osso. Já chuparam até o tutano e pensam nas eleições de 2018. Na palestra feita na Universidade Harvard, Dilma deu sequência à série de intervenções públicas que tem feito para defender que seu processo de impeachment: “Foi um golpe o meu afastamento, também estou […]

• José A C Silva


Os políticos acabaram com o Brasil, mas não querem largar o osso. Já chuparam até o tutano e pensam nas eleições de 2018.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou desmoralizar Sérgio Moro, vendo que não conseguia agora elogia o juiz federal. Nos EUA, Dilma diz temer prisão de Lula, enquanto Moro critica caixa 2. Foi apontando o dedo para o passado, mas de olho no futuro, que a ex-presidente Dilma Rousseff falou à audiência do segundo e último dia da Brazil Conference, evento organizado em Cambridge (EUA) para discutir os rumos do país.

Na palestra feita na Universidade Harvard, Dilma deu sequência à série de intervenções públicas que tem feito para defender que seu processo de impeachment: “Foi um golpe o meu afastamento, também estou preocupada com que prendam o Lula, porque ele tem 38% dos votos, mostram as pesquisas de intenção de voto. Ele pode até perder as eleições.

Não há vergonha alguma em disputar e perder uma eleição para quem tem valores democráticos. O que não pode é impedir que ele concorra”, disse Dilma.Horas depois da fala de Dilma, o juiz Sérgio Moro, aquele que pode ser o responsável por mandar prender o ex-presidente petista, disse na sua palestra no evento: “A prática de corrupção para caixa 2 eleitoral é pior que a corrupção para o enriquecimento ilícito. Se eu peguei essa propina e coloquei em uma conta na Suíça, isso é um crime, mas esse dinheiro está lá, não está mais fazendo mal a ninguém naquele momento. Agora, se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível”, disse.

Dilma deveria estar temerosa também com os processos que vem sofrendo. Ela não perdeu totalmente seus direitos políticos por causa da astúcia malígna do ministro Lewandowswi, que fatiou o processo do impeachment da ex-presidente.

Agora a população brasileira aguarda a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o pedido de cassação da chapa Dilma – Temer, que será a mais “grave” da história da Corte, avaliou também em Cambridge, o presidente da instituição, Gilmar Mendes, que espera a retomada do julgamento em maio.

“O tribunal terá de ter noção de suas responsabilidades. Além do potencial impacto da decisão, o caso é importante por revelar como foram financiadas as campanhas eleitorais no Brasil, em especial a de 2014”, disse Gilmar. O ministro não quis estimar um prazo para conclusão do julgamento, mas disse que o processo será célere.

Os araraquarenses aguardam o desfecho do julgamento que envolve o prefeito Edinho Silva que foi tesoureiro na campanha de Dilma.

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