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A vitória de Aécio

A vitória de Aécio

Luís Carlos Bedran *

A luta pelo poder impõe sacrifícios. Claro que Aécio queria ganhar as eleições e para isso os mais de 51 milhões de brasileiros o sufragaram nas urnas. Claro que esses milhões de cidadãos queriam mudar o rumo do País, acompanhando as ideias do candidato.
Ganhando, no mínimo, ele teria de organizar a economia, aumentar o preço da gasolina e o da energia elétrica e tentar conter a inflação. Medidas extremamente impopulares, além de tantas outras que ele teria de enfrentar e muitos daqueles que nele votaram talvez não conseguiriam entendê-las se tomadas.
Acontece que ele não ganhou a presidência e, se ele mesmo se frustrou e talvez muito mais aquelas pessoas que nele confiaram, na verdade ele se livrou de um grande abacaxi, que seria o de administrar os graves problemas pelos quais a Nação está enfrentando e que a presidente reeleita terá de enfrentá-los de qualquer jeito, independentemente de dizer que as eleições já terminaram, que não há terceiro turno e que quer dialogar com a oposição. Contudo, difícil confiar, depois de tudo o quanto se falou nos debates e nas propagandas.
A derrota hoje pode servir como uma lição para o amanhã em busca da vitória. Ninguém quer que o País vá para o brejo; todos torcemos para que sejamos felizes, que se reorganize a economia, que todos tenham empregos e oportunidades para o trabalho, que a segurança seja mais efetiva, que a educação possa contemplar todas as faixas etárias, principalmente os jovens, que a saúde não se torne letra morta em nossa Constituição.
Entretanto, a renovação de ideias e de posições é fundamental na democracia; a renovação do poder sempre é saudável. A situação terá de administrar sua própria herança que não tem sido lá grande coisa. Ao contrário, inúmeros problemas estão previstos no futuro.
De qualquer forma, o senador Aécio, presidente do maior partido oposicionista, terá de fazer o seu papel de oposição com competência. Certamente será muito mais fácil do que administrar esse nosso imenso país.
É por isso que, embora derrotado nas urnas, tornou-se um vitorioso. Uma derrota com sabor de vitória…

* Luís Carlos Bedran. Sociólogo

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