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A viagem é muito curta

Apostar em si mesmo implica geralmente em escolhas, e ter o poder
de escolher é um privilégio intransferível. Escolher talvez seja uma das
coisas que mais se faz no dia a dia. Ao envelhecermos temos a experiência
e a sabedoria a favor.
Das escolhas mais complexas a das mais simples, precisa-se saber
qual a que nos levará a deixar mais confortável, sem trazer frustrações que
futuramente poderão ter um peso demais para se carregar. Desde escolher
uma profissão até qual o melhor caminho para se chegar a determinado
destino, escolher levantar da cama em um dia de domingo ou mesmo
desistir de algo em que não conseguimos conviver. Todas as vezes que
abrimos mão de algo, certamente em algum lugar se terá um ganho maior.
As escolhas devem sempre ser direcionadas para um ganho de uma
maior motivação intrínseca.
O comprometimento e a dedicação verdadeira nos direcionam
automaticamente, e com muita tranqüilidade durante o percurso para se
chegar ao objetivo final. A sensação de estar fazendo o trajeto correto é
dada pelo sinal da “essência” ou como os psicólogos gostam de dizer:
“pulsão de vida”.
“Essência, pulsão de vida e autoconhecimento” são as ferramentas
que ajudam a fazer as escolhas que irão de encontro ao jeito de ser de cada
um de nós. Em alguns momentos a gente deixa a vida nos levar, e com
certeza ela pode nos levar para qualquer lugar.
Envelhecer atualmente é bem diferente de tempos atrás. Hoje a
qualidade de vida proporciona uma maior longevidade com prazeres antes
inimagináveis. Encarar a velhice já são outros quinhentos.
Em uma tribo na África, há um lugar chamado “A casa da palavra”.
Ali os membros se reúnem para discutir os problemas coletivos e
compartilham também os problemas pessoais, em busca de soluções.
Nesse lugar qualquer um pode comparecer e colocar suas
dificuldades e suas opiniões, mas nesse lugar tem algumas regras. A
primeira é que os mais velhos falarão por último, e suas palavras terão mais
peso que as dos outros. O consenso entre todos é que os mais velhos, por
terem vivido mais, acumularam experiência e como conseqüência,
sabedoria.
Há alguma semelhança com a sociedade atual?
De qualquer forma, continuar acreditando que a cada dia a dia é um
privilégio, e que a somatória do aprendizado é parte integrante do
crescimento, não há nada mais gratificante do que estar de bem com a vida
e com a morte.
Chegar à reta final e ter cumprido com algumas atitudes voltadas
para o bem o comum, já valeu a pena a nossa jornada, pois como muitos

dizem: “nada se leva dessa terra”, a não ser a alma limpa. Não existe um
preparatório para o envelhecimento.
E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da
zona de conforto e botar a mão na massa.
Genê Catanozi

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