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A urgência de troca desta geração política

Maria Aurélia Minervino

O Brasil está em um momento de negação ao que é necessário, para que se possa garantir a cidadania e todos vivam plenos de bem estar, como está afirmado na Constituição Federal. E viver é a mais sensacional viagem que existe. Para conseguir tudo o que podemos e merecemos, com certeza, só pelo fato de estarmos por aqui, o ambiente “deveria” estar, o quanto possível harmonioso a partir de nossa casa, na cidade onde moramos, dentro de nosso país. Entretanto, estes últimos anos tem sido de estagnação e retraimento, devido a momentos contraditórios que ocorrem em vários âmbitos das instituições, que regulam o desempenho e as normas de conduta, em nossa jovem e pouco respeitada Democracia.

O tempo passa e ações necessárias para a estrutura da ordem social que rege o funcionamento da sociedade, através de leis fundamentais, que alavanquem o crescimento do país, como um todo não acontecem levando a sensações contraditórias que se alternam entre um patriotismo exagerado, manifestado somente em competições esportivas (o circo), quando fica clara a ausência de heróis vivos que fortaleçam os ânimos; a uma alegria desvairada durante os festejos do carnaval (as carências). O povo brasileiro sente-se desamparado, mas não tem a coragem para dizer um basta. Se por um lado, a disposição se mostra ao enfrentar problemas em seu cotidiano, por outro, a falta de interesse ao que acontece a sua volta, o torna vazio de decisões, preferindo se ausentar ao que lhe faz questionar; ao que lhe dá trabalho. Muitas teorias foram escritas a esse respeito e, por mais que sejam repelidas sobrevivem como fundamentos, para ideias que ajudam a moldar a imagem do povo brasileiro, sendo que um de seus heróis nacional, na visão de Mário de Andrade, em seu livro, “Macunaíma” era desprovido de caráter e vivia falando de sua própria preguiça. Essa representação de sua identidade alimentada com certeza também, por força da crise que o pressiona por todos os lados, entretanto, não o deixa alerta e não provoca grandes e urgentes atitudes.

Apesar disto, há momentos quando um sentimento inferior surge, em lapsos de realidade, diante de fatos que envergonham e humilham. Um sentimento de compaixão pelo País, que tem todas as condições para ser, um dos melhores para se viver. É triste sentir pena do Brasil. Nada parece funcionar bem por aqui…

Um caos geral envolve a sociedade, a começar pela cruel desigualdade social, mantida pelo “desinteresse” dos Poderes Superiores e a ausência das políticas públicas – “conjunto coerente de intenções do Estado e da sociedade civil que se unem para estabelecer objetivos, para o desenvolvimento de determinada parte da população”. Principalmente, em investir em projetos que amparem em Educação básica e formação acadêmica, com o ostensivo corte de verbas que deveriam sustentar as pesquisas científicas no âmbito das Faculdades Estaduais e Federais, que se encontram no limite de suas necessidades básicas. Sem educação, a sociedade, ausente de conhecimentos e sem reconhecer seus direitos e deveres, garantidos pelo Estado ficam desprotegidas se tornando alvo fácil, para manipulações desonestas. Sem Educação, na escuridão cultural, não existem forças para desenvolver interesses em participação aos programas sociais. Este fato fica demonstrado em modelos comportamentais de nível apelativo e inferior, influenciando as letras de música; e as artes em geral.

O Brasil falha por excesso de desgoverno; incompetência governamental crônica que arrasta a longo tempo, e por manter seu povo, sacrificado e preso a Legislação tributária e seus altíssimos impostos maus, e indiretos. Isso significa que o Brasil oficial precisa ser passado a limpo, com a atuaçãoparticipativa de seu povo, nas questões políticas, ciente de que a máquina pública está viciada e que há “a urgência de troca desta geração política”. Já basta da cultura do privilégio; do jeitinho; das leis mal aplicadas promovendo desigualdade de justiça social; da vergonhosa corrupção que está nas chamadas alianças para “governabilidade” onde ser aliado é diferente de ser fiel ao país, ao eleitorado. Que se rompam as correntes que mantém no século XXI, à escravidão como no passado, embora de forma diferente, mas também muito cruel e injusta.

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