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A ética da qualidade total



  Ensinar o porquê das coisas é muito mais difícil do que ensinar como fazer. Sempre me perguntei por que as pessoas vivem dizendo: “sempre fiz desse jeito”. Ser ou estar melhor significa uma qualidade melhor no produto, no serviço ou na própria qualidade de vida. As frases representam julgamentos sobre a qualidade de alguma […]

Genê Catanozi

 

Ensinar o porquê das coisas é muito mais difícil do que ensinar como
fazer. Sempre me perguntei por que as pessoas vivem dizendo: “sempre fiz
desse jeito”. Ser ou estar melhor significa uma qualidade melhor no
produto, no serviço ou na própria qualidade de vida.
As frases representam julgamentos sobre a qualidade de alguma
coisa, na maioria das vezes são pronunciadas sem o mínimo de
comprometimento, e termina sempre na comparação, quase sempre
infrutífera.
Segundo José Ricardo da Silveira, ensinar o porquê das coisas é
muito mais difícil do que ensinar como fazer: toma muito tempo. E é
exatamente no fator “tempo” que reside a grande dificuldade de se ter um
objetivo final. O fator “tempo” e a “falta de conhecimento” tanto teórico
como prático do que é “Qualidade”, é o que vem provocando a morte muito
cedo de várias iniciativas. Segundo o líder mundial da qualidade Philip
Crosby, educação é um processo que nunca termina, e a melhor forma de
treinar é jogando.
É um absurdo grande, quando nos deparamos com empresas que
conquistam uma certificação qualquer de qualidade, sem ter tido colocado
em prática um programa de qualidade. Isto é uma aberração contra todos os
processos e meios de solidificar um padrão e uma cultura voltada para a
qualidade total. Conquistar uma certificação exige muito trabalho e
dedicação, vale lembrar que o único lugar em que o sucesso vem antes do
trabalho é no dicionário.
Qualidade não se controla, qualidade se cria, qualidade se faz, se
vive e se constrói no dia-a-dia, num processo sem fim.
Solucionar problemas criativamente é uma habilidade muito
valorizada hoje. Isso é feito permitindo-se pensar diferente, fora da
mesmice, fora dos paradigmas, fora da política tupiniquim O pensar
diferente é um grande aliado da qualidade e no desafio de solucionar
problemas e adaptar-se a novas situações. Para desenvolver a capacidade de
pensar diferente, é preciso expandir a criatividade, e adotar
comportamentos típicos da pessoa criativa. Um deles é a curiosidade, outro
é a observação atenta dos comportamentos humanos e estando sempre
alerta ao que acontece ao redor do mundo.
Assim, da mesma forma que empresários e políticos criticam às
vezes os propósitos da qualidade total, poderíamos também criticá-los por
não saberem utilizar a ferramenta da gestão da qualidade que está aí desde
o final da década de 40 do século XX, mas precisamente o modelo japonês
de administrar a educação, a saúde, etc.

A qualidade é muito mais do que uma simples ferramenta de tirar um
país do terceiro mundo, ela é um conceito de como ajudar a fazer com que
um país se motive para o trabalho do bem comum.
Como nada é fácil nesta vida, a implantação da qualidade também
não é. O que a qualidade precisa é de pessoas com certo grau de
conhecimentos gerais, e uma profunda vontade de vencer.
Valores morais são o alicerce da qualidade, talvez por isso que no
Brasil seja tão difícil fazer as pessoas entenderem da responsabilidade que
deveriam ter sobre a ética e seus benefícios.
Enfim, acreditar na qualidade é acreditar no sucesso da empresa, de
um país, das pessoas, e de um simples “slogan” que a qualidade já chegou
longe: “Investir no ser humano, é certeza de retorno garantido”.(fonte: livro
Programa de Qualidade Geral- PQG)
E como ninguém nasceu de chocadeira o negócio é sair da zona de
conforto e botar a mão na massa.

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